Os pneus industriais trabalham em operações nas quais estabilidade, capacidade de carga e disponibilidade do equipamento possuem grande importância.

Eles podem ser utilizados em:

  • Empilhadeiras;
  • Tratores industriais;
  • Rebocadores;
  • Plataformas;
  • Equipamentos portuários;
  • Máquinas de movimentação de materiais;
  • Carrinhos industriais;
  • Rolos compactadores;
  • Equipamentos de apoio em aeroportos;
  • Máquinas que circulam em armazéns, fábricas e centros de distribuição.

Embora a empilhadeira seja uma das aplicações mais conhecidas, o segmento industrial reúne equipamentos com características muito diferentes.

Uma empilhadeira elétrica que circula em um armazém com piso liso não enfrenta as mesmas condições de uma empilhadeira a combustão que trabalha em um pátio externo com cascalho, buracos e resíduos metálicos.

Por isso, escolher um pneu industrial exige mais do que encontrar a medida correta.

Também é necessário analisar:

  • Equipamento;
  • Tipo de pneu aprovado;
  • Capacidade de carga;
  • Altura de elevação;
  • Piso;
  • Distância percorrida;
  • Velocidade;
  • Quantidade de turnos;
  • Frequência de curvas;
  • Risco de perfuração;
  • Temperatura;
  • Necessidade de conforto;
  • Exigência de limpeza;
  • Disponibilidade para manutenção;
  • Roda utilizada.

Os principais grupos encontrados em empilhadeiras são os pneus pneumáticos com ar, pneumáticos maciços ou superelásticos e os pneus sólidos prensados sobre uma banda metálica, conhecidos como press-on ou cushion em alguns mercados. O tipo de pneu interfere no comportamento, na estabilidade, no conforto e nos ambientes nos quais o equipamento pode trabalhar.

Neste guia, você entenderá como diferenciar essas construções e escolher o pneu de acordo com a realidade da operação.

O que são pneus industriais?

Pneus industriais são produtos desenvolvidos para equipamentos de movimentação, transporte interno, elevação e trabalho em ambientes industriais.

Eles precisam suportar condições como:

  • Cargas concentradas;
  • Baixas e médias velocidades;
  • Manobras frequentes;
  • Curvas fechadas;
  • Trabalho contínuo;
  • Contato com pisos abrasivos;
  • Calor gerado pela operação;
  • Impactos;
  • Perfurações;
  • Esforços laterais;
  • Mudanças rápidas de direção.

Em empilhadeiras, os pneus também participam diretamente do chamado triângulo de estabilidade do equipamento.

A escolha incorreta pode influenciar:

  • Altura da máquina;
  • Distância do solo;
  • Raio de giro;
  • Capacidade;
  • Estabilidade;
  • Conforto;
  • Tração;
  • Desgaste;
  • Segurança da carga;
  • Segurança do operador.

O tipo de pneu normalmente faz parte da configuração original da empilhadeira. Alterar uma máquina projetada para pneus cushion para utilizar pneus pneumáticos, ou realizar a troca inversa, pode não ser tecnicamente possível e não deve ser feito sem aprovação do fabricante.

Antes de escolher, identifique o equipamento

Informe:

  • Fabricante;
  • Modelo;
  • Ano;
  • Capacidade nominal;
  • Tipo de combustível;
  • Altura de elevação;
  • Medida atual;
  • Tipo de pneu atual;
  • Posição dianteira ou traseira;
  • Quantidade de rodas;
  • Configuração simples ou dupla;
  • Tipo de roda;
  • Local de trabalho.

A capacidade escrita na empilhadeira não deve ser confundida com a capacidade do pneu.

Além da carga movimentada, os pneus sustentam:

  • Peso da máquina;
  • Mastro;
  • Garfos;
  • Acessórios;
  • Operador;
  • Bateria, quando elétrica;
  • Carga transportada;
  • Transferência de peso durante a elevação.

A placa de dados da máquina deve ser consultada porque alterações em componentes, acessórios, centro de carga e tipo de pneu podem interferir na capacidade e na configuração aprovada.

Principais tipos de pneus para empilhadeiras

Pneu pneumático com ar

O pneu pneumático possui uma carcaça preenchida com ar comprimido.

Ele apresenta funcionamento semelhante ao de outros pneus convencionais e pode utilizar:

  • Câmara de ar;
  • Protetor;
  • Sistema sem câmara, dependendo do pneu e da roda;
  • Válvula compatível.

Principais características

O ar dentro do pneu contribui para:

  • Absorver impactos;
  • Reduzir vibrações;
  • Melhorar o conforto;
  • Acompanhar irregularidades do piso;
  • Aumentar a tração em determinados terrenos;
  • Proteger parcialmente máquina, operador e carga contra impactos.

Pneus pneumáticos com ar são frequentemente utilizados em áreas externas ou em pisos irregulares, onde absorção de impacto e aderência possuem maior importância.

Aplicações encontradas

  • Pátios externos;
  • Madeira;
  • Construção;
  • Terrenos irregulares;
  • Áreas com rampas;
  • Cascalho;
  • Piso de terra;
  • Operações mistas;
  • Equipamentos que exigem maior conforto.

Vantagens

  • Melhor absorção de impactos;
  • Mais conforto para o operador;
  • Boa tração;
  • Maior adaptação a irregularidades;
  • Menor transmissão de impacto à carga.

Limitações

  • Pode furar;
  • Exige controle de pressão;
  • Pode apresentar vazamento;
  • Está sujeito a danos na lateral;
  • Pode gerar paradas inesperadas;
  • Pressão inadequada altera estabilidade e capacidade.

Na categoria de empilhadeiras da Fama Pneus existem atualmente opções pneumáticas em medidas como 5.00-8, 6.00-9, 6.50-10, 7.00-12 e medidas maiores para equipamentos de alta capacidade. A disponibilidade pode variar conforme o estoque.

Consulte os pneus pneumáticos para empilhadeiras.

Pneu maciço ou superelástico

O pneu maciço não utiliza ar comprimido.

No segmento de empilhadeiras, o pneu de formato pneumático construído com borracha sólida também é conhecido como:

  • Pneu superelástico;
  • Pneu resiliente;
  • Pneumático maciço;
  • Pneu sólido de perfil pneumático.

Ele possui formato semelhante ao pneu pneumático, mas seu interior é formado por compostos sólidos.

A Continental divide sua linha sólida principalmente entre pneus superelásticos e bandagens press-on. A Trelleborg também classifica sua linha para empilhadeiras em sólidos resilientes, sólidos press-on, pneumáticos e poliuretano.

Estrutura do pneu superelástico

Dependendo do fabricante e do modelo, ele pode possuir camadas com diferentes funções:

  • Base rígida para fixação;
  • Camada intermediária de amortecimento;
  • Banda externa resistente ao desgaste.

Essa construção procura equilibrar:

  • Resistência;
  • Estabilidade;
  • Conforto;
  • Dissipação de calor;
  • Vida útil.

Principais vantagens

  • Não fura por perda de ar;
  • Elimina a necessidade de calibragem;
  • Reduz paradas por perfuração;
  • Oferece elevada estabilidade;
  • Pode trabalhar em ambientes com objetos cortantes;
  • Possui longa vida útil em aplicações compatíveis.

A Continental descreve os pneus sólidos como estáveis, resistentes a perfurações e livres da manutenção relacionada à pressão.

Principais limitações

  • Menor absorção de impactos que o pneumático com ar;
  • Maior transmissão de vibrações;
  • Pode aquecer em ciclos longos;
  • Custo inicial geralmente mais elevado;
  • Exige equipamento específico para montagem;
  • Nem toda empilhadeira aceita esse tipo;
  • Pode causar desconforto em piso muito irregular.

Aplicações encontradas

  • Centros de distribuição;
  • Fábricas;
  • Pátios com resíduos;
  • Reciclagem;
  • Madeireiras;
  • Áreas com pregos ou metais;
  • Operações de múltiplos turnos;
  • Ambientes onde uma perfuração gera alto custo de parada;
  • Utilização interna e externa em pisos relativamente controlados.

Consulte os pneus maciços para empilhadeiras.

Pneu press-on ou cushion

O pneu press-on é composto por borracha sólida fixada a uma banda de aço.

O conjunto é prensado sobre uma roda específica.

Também pode ser chamado de:

  • Cushion;
  • Bandagem;
  • Press-on band;
  • Pneu prensado;
  • Pneu de banda metálica.

Esse tipo de pneu não utiliza a mesma roda de um pneu pneumático convencional.

Principais características

  • Perfil mais baixo;
  • Elevada estabilidade;
  • Boa capacidade de carga;
  • Ausência de perfuração;
  • Raio de giro reduzido em equipamentos projetados para cushion;
  • Utilização em pisos firmes e regulares;
  • Montagem por prensagem.

Empilhadeiras cushion são normalmente destinadas a ambientes internos, corredores reduzidos e pisos lisos. O perfil mais baixo pode permitir um raio de giro menor quando comparado com uma máquina de configuração pneumática.

Aplicações encontradas

  • Armazéns;
  • Fábricas;
  • Centros de distribuição;
  • Áreas internas;
  • Corredores estreitos;
  • Pisos lisos;
  • Operações com pouco ou nenhum terreno irregular.

Limitações

  • Baixa capacidade de absorção em pisos ruins;
  • Não é indicado para buracos e cascalho;
  • Pode transmitir vibração;
  • Exige roda específica;
  • Não pode substituir um pneumático sem validação da máquina.

A Trelleborg desenvolve pneus sólidos press-on especificamente para equipamentos compactos e operações de movimentação em ambientes exigentes, com diferentes perfis e capacidades conforme a máquina.

Rodas de poliuretano

O poliuretano é encontrado principalmente em:

  • Paleteiras;
  • Empilhadeiras retráteis;
  • Selecionadoras de pedidos;
  • Equipamentos de armazenagem;
  • Rodas de carga;
  • Rodas direcionais;
  • Máquinas de corredores estreitos.

Não é normalmente utilizado como substituto direto de um pneu pneumático tradicional de empilhadeira contrabalançada.

Características

  • Baixa resistência ao rolamento;
  • Boa capacidade de carga;
  • Dimensões compactas;
  • Funcionamento em pisos internos;
  • Resistência a determinados produtos e óleos;
  • Baixa deformação.

Pontos de atenção

  • Necessita de piso regular;
  • Pode sofrer cortes;
  • Pode apresentar desprendimento;
  • É sensível a calor e sobrecarga;
  • Dureza e composto precisam acompanhar a aplicação.

A Trelleborg inclui pneus de poliuretano em sua linha para equipamentos de movimentação, junto com pneumáticos, sólidos resilientes e press-on.

Tecnologia sem ar

Além dos pneus maciços tradicionais, existem soluções sem ar que utilizam estruturas flexíveis em vez de pressão.

O Michelin Tweel, por exemplo, combina uma banda de rodagem, raios estruturais flexíveis e cubo em uma única unidade. A solução é aplicada em máquinas específicas, incluindo empilhadeiras transportadas em caminhões e equipamentos leves de construção.

Essas tecnologias não devem ser tratadas como substituições universais.

A compatibilidade depende de:

  • Marca e modelo da máquina;
  • Cubo;
  • Medida;
  • Capacidade;
  • Aplicação;
  • Aprovação do fabricante.

Pneumático, maciço ou press-on: qual escolher?

Critério

Pneumático com ar

Maciço ou superelástico

Press-on ou cushion

Perfuração

Pode ocorrer

Não perde ar

Não perde ar

Conforto

Maior

Intermediário ou reduzido

Menor

Piso irregular

Melhor adaptação

Depende do modelo

Pouco indicado

Piso interno liso

Pode ser utilizado

Muito utilizado

Muito utilizado

Estabilidade

Depende da pressão

Elevada

Elevada

Calibragem

Necessária

Não utiliza

Não utiliza

Montagem

Convencional

Pode exigir prensa

Exige prensagem

Raio de giro

Depende da máquina

Depende da máquina

Menor em máquinas projetadas para cushion

Risco de parada por furo

Maior

Muito baixo

Muito baixo

Absorção de impactos

Maior

Menor

Menor

Aplicação externa

Boa

Boa em pisos controlados

Limitada

Corredores estreitos

Depende da máquina

Depende da máquina

Frequente

A tabela apresenta características gerais. A máquina precisa ter sido projetada ou aprovada para o tipo escolhido.

Como o piso influencia a escolha?

Piso interno liso

É encontrado em:

  • Armazéns;
  • Centros de distribuição;
  • Indústrias;
  • Câmaras de armazenamento;
  • Corredores logísticos.

As prioridades costumam ser:

  • Estabilidade;
  • Baixa resistência ao rolamento;
  • Controle durante manobras;
  • Ausência de marcas;
  • Baixo ruído;
  • Eficiência energética.

Podem ser utilizados:

  • Pneus sólidos;
  • Press-on;
  • Poliuretano;
  • Pneumáticos, conforme a máquina.

Piso externo regular

Exemplos:

  • Concreto;
  • Asfalto;
  • Pátio pavimentado;
  • Área portuária organizada.

Pode permitir:

  • Pneumáticos;
  • Pneus maciços;
  • Superelásticos;
  • Desenhos lisos ou com sulcos, conforme o risco de chuva e tração.

Piso irregular

Exemplos:

  • Cascalho;
  • Terra;
  • Paralelepípedo;
  • Pátio danificado;
  • Buracos;
  • Desníveis.

Nessas condições, o pneumático com ar tende a oferecer melhor absorção e conforto. Pneus sólidos também podem ser utilizados quando aprovados, mas o impacto sobre máquina, carga e operador precisa ser avaliado.

Piso com resíduos cortantes

É encontrado em:

  • Reciclagem;
  • Sucata;
  • Madeireira;
  • Metalurgia;
  • Construção;
  • Indústria de vidro;
  • Pátios com pregos.

O pneu maciço reduz o risco de parada por perfuração.

Entretanto, a banda ainda pode sofrer:

  • Cortes;
  • Arrancamentos;
  • Desgaste;
  • Danos no talão;
  • Aquecimento.

“Maciço” não significa indestrutível.

Piso molhado e rampas

Em áreas com água, óleo, poeira ou rampas, a tração precisa receber atenção especial.

Avalie:

  • Desenho da banda;
  • Profundidade;
  • Composto;
  • Contaminação do piso;
  • Inclinação;
  • Peso transportado;
  • Frenagem;
  • Estado do pneu.

Um pneu liso pode funcionar bem em piso seco e regular, mas apresentar menor capacidade de escoamento em áreas molhadas.

Não se deve escolher um pneu apenas porque ele é maciço ou pneumático. O desenho e o composto também interferem na aderência.

Pneu liso ou com desenho?

Pneu liso

Pode ser encontrado em:

  • Press-on;
  • Rodas de equipamentos internos;
  • Operações em piso seco e regular;
  • Máquinas de baixa velocidade.

Pode favorecer:

  • Maior área de contato;
  • Desgaste uniforme;
  • Menor vibração;
  • Baixa resistência ao rolamento.

Pneu com sulcos

Pode favorecer:

  • Escoamento de água;
  • Tração;
  • Funcionamento externo;
  • Deslocamento em pisos variados;
  • Aderência em rampas.

Pneu de blocos

Pode ser necessário em:

  • Piso externo;
  • Terra;
  • Cascalho;
  • Lama;
  • Operações que exigem maior tração.

O desenho precisa acompanhar a aplicação sem gerar movimentação excessiva, aquecimento ou desgaste desnecessário.

Pneus não marcantes

Pneus não marcantes, também chamados de:

  • Non-marking;
  • Clean;
  • Brancos;
  • Cinza-claro;
  • Sem marcação;

são desenvolvidos para reduzir as marcas escuras deixadas no piso.

Eles podem ser utilizados em:

  • Indústria alimentícia;
  • Farmacêutica;
  • Hospitais;
  • Armazéns limpos;
  • Indústria de bebidas;
  • Áreas de produção;
  • Ambientes nos quais a aparência do piso é importante.

A Continental informa que versões clean reduzem marcas visíveis e a sujeira em áreas de produção e armazenamento.

Pneu não marcante é necessariamente antiestático?

Não.

A retirada do negro de carbono utilizado em pneus convencionais pode alterar a condutividade elétrica.

Por isso, existem versões específicas:

  • Não marcantes;
  • Antiestáticas;
  • Condutivas;
  • Não condutivas.

A Continental orienta que aplicações com pneus não marcantes podem exigir tecnologias adicionais de aterramento para garantir a condutividade do conjunto.

Em ambientes com risco elétrico, atmosfera controlada ou necessidade de descarga de estática, a especificação deve ser definida por responsável técnico.

Capacidade de carga e velocidade

A capacidade de um pneu industrial depende de:

  • Medida;
  • Construção;
  • Tipo de pneu;
  • Posição;
  • Velocidade;
  • Tempo contínuo de trabalho;
  • Distância;
  • Configuração simples ou dupla;
  • Temperatura;
  • Roda.

Em pneus industriais, a capacidade pode diminuir conforme a velocidade aumenta.

Isso acontece porque velocidade, distância e flexão aumentam a geração de calor.

As tabelas de produtos press-on, por exemplo, apresentam diferentes capacidades para velocidades e posições distintas.

Roda de carga e roda de direção

Em empilhadeiras contrabalançadas, os pneus dianteiros normalmente recebem grande parte da carga quando o equipamento está carregado.

Os traseiros participam do direcionamento e enfrentam:

  • Curvas;
  • Arraste;
  • Mudanças de direção;
  • Esforços laterais.

Por isso, a capacidade pode ser informada de maneira diferente para:

  • Load wheel;
  • Steer wheel;
  • Roda de carga;
  • Roda direcional.

Não se deve multiplicar apenas a capacidade de uma unidade pelo número de pneus sem considerar a posição, a máquina e a tabela.

Operação contínua e aquecimento

Pneus sólidos podem acumular calor durante:

  • Longos deslocamentos;
  • Velocidades elevadas;
  • Operação em múltiplos turnos;
  • Sobrecarga;
  • Curvas frequentes;
  • Piso abrasivo;
  • Pressão elevada de contato;
  • Frenagens repetitivas.

O aquecimento excessivo pode contribuir para:

  • Separação;
  • Rachaduras;
  • Desprendimento;
  • Danos internos;
  • Desgaste acelerado;
  • Redução da vida útil.

Ao escolher um pneu para operação intensa, informe:

  • Horas por turno;
  • Quantidade de turnos;
  • Distância média;
  • Velocidade;
  • Tempo de descanso;
  • Carga;
  • Temperatura do ambiente;
  • Piso.

Fabricantes de pneus para movimentação desenvolvem compostos e construções específicas para equilibrar vida útil, eficiência energética, estabilidade e conforto.

Pneus para empilhadeiras elétricas

Em empilhadeiras elétricas, a resistência ao rolamento pode influenciar:

  • Consumo de energia;
  • Autonomia;
  • Temperatura;
  • Produtividade;
  • Vida da bateria.

Além disso, devem ser considerados:

  • Peso da bateria;
  • Torque imediato do motor elétrico;
  • Frequência de arrancadas;
  • Corredores;
  • Piso;
  • Necessidade de pneus não marcantes;
  • Dissipação elétrica.

Um pneu desenvolvido para baixa resistência ao rolamento pode ajudar a reduzir o consumo, mas precisa continuar atendendo à capacidade, à estabilidade e à tração necessárias.

Pneus para empilhadeiras a combustão

Empilhadeiras a GLP, diesel ou gasolina podem operar em áreas:

  • Internas;
  • Externas;
  • Mistas;
  • Pavimentadas;
  • Irregulares.

A seleção deve considerar:

  • Peso do equipamento;
  • Vibração;
  • Calor;
  • Distância;
  • Tipo de carga;
  • Piso;
  • Risco de perfuração.

Em operações externas severas, pneus pneumáticos ou maciços de perfil pneumático são mais comuns do que pneus cushion.

Tratores industriais

Tratores industriais podem ser utilizados em:

  • Pátios;
  • Obras;
  • Indústrias;
  • Terminais;
  • Movimentação de carretas;
  • Equipamentos rebocados;
  • Operações com carregador frontal.

Os pneus precisam equilibrar:

  • Tração;
  • Estabilidade;
  • Resistência em piso duro;
  • Capacidade de carga;
  • Durabilidade;
  • Desgaste;
  • Resistência lateral.

Dependendo da máquina, podem ser utilizados desenhos:

  • Industriais;
  • R-4;
  • Direcionais;
  • De tração;
  • Pneumáticos;
  • Maciços.

Consulte os pneus para tratores industriais.

Rolos compactadores

Alguns rolos e compactadores utilizam pneus industriais classificados para compactação.

Esses pneus podem possuir:

  • Banda lisa;
  • Perfil específico;
  • Construção reforçada;
  • Capacidade para pressão elevada;
  • Composto resistente ao calor.

A ausência de sulcos pode fazer parte do projeto e não significa que o pneu está careca.

Consulte os pneus para rolo compactador.

Equipamentos portuários e de alta capacidade

Equipamentos de movimentação de contêineres e cargas pesadas trabalham com:

  • Cargas elevadas;
  • Muitos ciclos;
  • Aquecimento;
  • Frenagens;
  • Manobras;
  • Piso abrasivo;
  • Operação contínua.

Exemplos:

  • Reach stackers;
  • Empty container handlers;
  • Terminal tractors;
  • Guindastes móveis;
  • Equipamentos de apoio portuário.

A Continental possui linhas pneumáticas e sólidas específicas para movimentação de materiais, incluindo equipamentos de contêineres e tratores de bagagem.

Nessas aplicações, é indispensável utilizar:

  • Tabela de carga;
  • Limite de velocidade;
  • Configuração da máquina;
  • Medida homologada;
  • Roda correta;
  • Estudo do ciclo.

Como ler medidas de pneus industriais?

Exemplo: 6.00-9

  • 6.00: largura nominal em polegadas;
  • Hífen: construção diagonal;
  • 9: diâmetro do aro em polegadas.

Também pode aparecer comercialmente como:

600-9

Exemplo: 6.50-10

  • 6.50: largura nominal;
  • Hífen: construção diagonal;
  • 10: aro.

Também escrito:

650-10

Exemplo: 7.00-12

  • 7.00: largura nominal;
  • Hífen: construção diagonal;
  • 12: aro.

Também escrito:

700-12

Exemplo: 5.00-8

  • 5.00: largura nominal;
  • 8: aro.

Também escrito:

500-8

Medidas de pneus maciços

O pneu maciço pode ser comercializado com a medida equivalente ao pneumático que substitui, mas é necessário confirmar:

  • Diâmetro;
  • Largura;
  • Aro;
  • Talão;
  • Capacidade;
  • Tipo de montagem;
  • Perfil;
  • Máquina aprovada.

Medidas press-on

Pneus press-on podem utilizar marcações em milímetros ou polegadas indicando:

  • Diâmetro externo;
  • Largura;
  • Diâmetro da banda metálica.

Essas medidas não devem ser convertidas visualmente para uma medida pneumática.

Câmara de ar e protetor

Pneus pneumáticos TT utilizam câmara de ar.

Dependendo da medida e da roda, também utilizam protetor.

A câmara precisa ser compatível com:

  • Medida;
  • Aro;
  • Largura;
  • Tipo de válvula;
  • Pressão;
  • Aplicação.

Entre as câmaras industriais atualmente encontradas na Fama Pneus estão medidas para 5.00-8, 6.00-9, 6.50-10, 7.00-12, 8.15-15 e outras aplicações de empilhadeira.

Consulte as câmaras de ar para empilhadeiras.

Por que o protetor é importante?

O protetor fica entre a câmara e a roda, ajudando a evitar contato direto com:

  • Emendas;
  • Rebarbas;
  • Componentes metálicos;
  • Regiões de atrito.

Ele deve possuir aro e largura compatíveis.

Não se deve reutilizar automaticamente uma câmara ou protetor antigos quando o pneu é substituído.

Como saber quando trocar um pneu maciço?

Pneus maciços não devem ser utilizados até que reste apenas a região próxima da roda.

A retirada deve considerar:

  • Linha de desgaste;
  • Diâmetro mínimo;
  • Rachaduras;
  • Separações;
  • Cortes;
  • Exposição de camadas internas;
  • Deformações;
  • Desprendimento;
  • Aquecimento;
  • Perda de estabilidade.

Alguns fabricantes utilizam indicadores específicos de desgaste. A Trelleborg, por exemplo, possui modelos com uma linha colorida que aparece antes do limite e permite programar a substituição. Esse indicador não existe em todos os pneus e deve ser interpretado conforme o fabricante.

Sinais de troca

  • Banda abaixo do limite;
  • Desgaste de um único lado;
  • Rachadura profunda;
  • Partes soltas;
  • Pneu girando sobre a roda;
  • Vibração excessiva;
  • Perda de diâmetro;
  • Instabilidade;
  • Danos no talão.

Como saber quando trocar um pneu pneumático?

Observe:

  • Profundidade da banda;
  • Cortes;
  • Bolhas;
  • Perfurações;
  • Rachaduras;
  • Vazamentos;
  • Desgaste irregular;
  • Danos na lateral;
  • Estado da válvula;
  • Condição da roda;
  • Câmara;
  • Protetor.

A pressão deve ser conferida com frequência.

Empilhadeiras trabalham com cargas elevadas e pequenas diferenças de pressão podem alterar:

  • Altura;
  • Estabilidade;
  • Comportamento;
  • Desgaste;
  • Temperatura.

 

Desgaste irregular: o que pode causar?

Desgaste em apenas um lado

Pode estar relacionado a:

  • Alinhamento;
  • Folgas;
  • Eixo;
  • Piso inclinado;
  • Distribuição da carga;
  • Curvas repetitivas.

Desgaste acelerado

Pode ser causado por:

  • Piso abrasivo;
  • Sobrecarregamento;
  • Alta intensidade;
  • Pneu inadequado;
  • Giros no mesmo ponto;
  • Frenagens;
  • Calor;
  • Velocidade.

Rachaduras no pneu maciço

Podem surgir por:

  • Aquecimento;
  • Sobrecarga;
  • Impactos;
  • Piso irregular;
  • Composto inadequado;
  • Operação contínua.

Desprendimento

Pode estar relacionado a:

  • Calor excessivo;
  • Montagem incorreta;
  • Contaminação;
  • Danos na base;
  • Sobrecarga;
  • Aplicação inadequada.

O pneu não deve ser analisado isoladamente. Também é necessário avaliar a máquina, o piso e a forma de operação.

Montagem de pneus maciços e press-on

A montagem exige:

  • Prensa adequada;
  • Ferramentas corretas;
  • Profissional capacitado;
  • Confirmação da roda;
  • Inspeção do aro;
  • Centralização;
  • Lubrificação específica;
  • Procedimento seguro.

Não se deve tentar instalar pneus maciços utilizando métodos improvisados.

O peso e a força necessários podem provocar acidentes e danificar:

  • Pneu;
  • Roda;
  • Talão;
  • Prensa;
  • Equipamento.

Pneus press-on precisam ser prensados sobre bandas e rodas compatíveis.

Como calcular o custo real?

O menor preço de compra não necessariamente representa o menor custo de operação.

Analise:

  • Horas trabalhadas;
  • Quantidade de turnos;
  • Paradas por perfuração;
  • Manutenção;
  • Montagem;
  • Energia;
  • Conforto;
  • Danos à carga;
  • Vida útil;
  • Disponibilidade;
  • Custo da máquina parada.

Exemplo de comparação

Pneu pneumático

Pode ter menor custo inicial e maior conforto, mas pode gerar custo com:

  • Furos;
  • Câmaras;
  • Protetores;
  • Calibragem;
  • Paradas.

Pneu maciço

Pode ter maior custo inicial, mas elimina perdas por despressurização.

Ainda assim, seu custo pode aumentar quando:

  • Trabalha em piso inadequado;
  • Aquece excessivamente;
  • É retirado antes do limite;
  • Transmite impactos à máquina.

Indicador inicial

Custo por hora = custo total do conjunto ÷ horas efetivamente trabalhadas

Também podem ser incluídos:

  • Montagem;
  • Reparos;
  • Paradas;
  • Perda de produtividade;
  • Consumo energético;
  • Danos à carga.

A decisão deve ser feita com base na aplicação, e não somente no preço por unidade.

Checklist para escolher pneus industriais

Antes de comprar, confirme:

  1. Qual é o equipamento?
  2. Qual é a marca e o modelo?
  3. Qual é a capacidade da máquina?
  4. Qual é a medida completa?
  5. O pneu atual é pneumático, maciço ou press-on?
  6. Qual é a roda?
  7. O pneu é dianteiro ou traseiro?
  8. Existe montagem dupla?
  9. Qual é a carga transportada?
  10. Qual é a altura de elevação?
  11. O piso é liso ou irregular?
  12. A operação é interna ou externa?
  13. Existe água, óleo ou lama?
  14. Há risco de pregos ou metais?
  15. Quantas horas a máquina trabalha por turno?
  16. Quantos turnos são realizados?
  17. Qual é a distância percorrida?
  18. Existem rampas?
  19. A máquina realiza muitas curvas?
  20. Existe necessidade de pneu não marcante?
  21. Existe exigência antiestática ou condutiva?
  22. O conforto do operador é prioridade?
  23. A parada por furo gera grande prejuízo?
  24. Existe prensa disponível?
  25. A configuração é aprovada pelo fabricante?

Erros comuns na escolha

Comprar somente pela medida

A mesma medida pode existir em versão pneumática, maciça ou com capacidades diferentes.

Trocar pneumático por maciço sem confirmar a máquina

O peso, o diâmetro e a rigidez do conjunto podem alterar o comportamento da empilhadeira.

Utilizar press-on em roda pneumática

São sistemas de montagem diferentes.

Escolher maciço somente para evitar furos

Também é necessário avaliar piso, conforto, calor e intensidade.

Ignorar a placa de capacidade

A configuração do pneu faz parte das especificações da máquina.

Utilizar pneu não marcante sem avaliar estática

Non-marking não significa automaticamente antiestático.

Trabalhar com pressão incorreta

No pneumático, a pressão afeta capacidade, temperatura e estabilidade.

Utilizar pneu gasto abaixo do limite

A perda de diâmetro pode alterar altura, estabilidade e comportamento.

Fazer montagem improvisada

Pneus maciços e press-on exigem equipamentos específicos.

Comparar somente o preço

O custo da máquina parada pode ser maior do que a diferença entre os pneus.

Perguntas frequentes sobre pneus industriais

1 - Qual é o melhor pneu para empilhadeira?

Depende da máquina, do piso, da carga, do risco de perfuração e da intensidade.

Não existe um único tipo adequado para todas as operações.

2 - Pneu maciço fura?

Ele não perde pressão por perfuração porque não possui ar.

Entretanto, pode sofrer cortes, rachaduras, separações e desgaste.

3 - Pneu pneumático é melhor em piso irregular?

Geralmente oferece maior absorção de impactos e conforto em terrenos irregulares.

A indicação precisa ser confirmada para a máquina.

4 - Pneu maciço pode trabalhar no piso externo?

Pode, desde que o modelo e a empilhadeira sejam aprovados para o terreno e o ciclo.

5 - Pneu cushion pode rodar na terra?

Normalmente é indicado para pisos internos, firmes e regulares.

Terrenos irregulares podem comprometer conforto, tração e estabilidade.

6 - Posso colocar pneu maciço no lugar do pneumático?

Somente depois de verificar compatibilidade da roda, capacidade, dimensões e aprovação do fabricante.

7 - O que é pneu superelástico?

É um pneu sólido de perfil semelhante ao pneumático, desenvolvido com compostos que buscam equilibrar resistência, estabilidade e amortecimento.

8 - Pneu não marcante é branco?

Pode ser branco, cinza, bege ou apresentar outra tonalidade clara.

A característica principal é reduzir marcas escuras no piso.

9 - Pneu não marcante é antiestático?

Não necessariamente.

Existem versões específicas antistáticas ou condutivas.

10 - Pneu maciço precisa calibrar?

Não, pois não utiliza ar.

Ainda assim, exige inspeção de desgaste, danos e aquecimento.

11 - Como saber a medida correta?

Confira a lateral do pneu, a placa da máquina, a roda e a documentação do fabricante.

12 - Quando trocar o pneu maciço?

Quando atingir o limite de desgaste ou apresentar danos, deformações ou perda de estabilidade.

13 - O pneu da frente e o de trás são iguais?

Nem sempre.

As medidas e capacidades podem ser diferentes porque as posições enfrentam cargas e esforços distintos.

A escolha correta começa pelo ambiente de trabalho

A medida informa qual pneu pode ser montado.

O tipo de construção mostra como ele sustentará a carga e reagirá ao piso.

A aplicação define se a prioridade será:

  • Conforto;
  • Resistência a furos;
  • Estabilidade;
  • Tração;
  • Limpeza;
  • Eficiência energética;
  • Baixo ruído;
  • Capacidade;
  • Manobrabilidade.

De forma geral:

  • Pneumático com ar: maior absorção e adaptação a pisos irregulares;
  • Maciço ou superelástico: redução de paradas por perfuração;
  • Press-on ou cushion: estabilidade e manobrabilidade em pisos internos;
  • Poliuretano: equipamentos compactos de armazenagem;
  • Não marcante: ambientes que precisam manter o piso limpo;
  • Antiestático ou condutivo: aplicações com exigência elétrica específica.

Essas características orientam a escolha, mas a configuração original da máquina e a tabela do fabricante precisam ser respeitadas.

A Fama Pneus trabalha com pneus industriais para empilhadeiras, tratores industriais e rolos compactadores, além de câmaras e componentes para diferentes medidas.

Na categoria industrial existem atualmente opções pneumáticas e maciças de marcas como Advance, Ascenso, Gripmaster, Westlake e Stryker. A disponibilidade deve ser consultada no momento do pedido.

Consulte os pneus industriais disponíveis ou envie para nossa equipe:

  • Foto da lateral;
  • Medida;
  • Equipamento;
  • Capacidade;
  • Tipo de piso;
  • Quantidade;
  • Cidade;
  • Tipo de operação.

Fama Pneus, a sua melhor solução.