O pneu agrícola não serve apenas para sustentar o peso do trator ou permitir que a máquina se desloque.

Ele participa diretamente da transferência da potência para o solo, da estabilidade do equipamento, do consumo de combustível, da patinagem e da preservação da área cultivada.

Uma escolha inadequada pode gerar:

  • Excesso de patinagem;
  • Perda de força;
  • Aumento do consumo;
  • Desgaste prematuro;
  • Compactação desnecessária do solo;
  • Instabilidade;
  • Danos às plantas;
  • Dificuldade de autolimpeza;
  • Paradas durante a operação;
  • Incompatibilidade entre os pneus dianteiros e traseiros.

Por isso, escolher um pneu agrícola não significa apenas encontrar a mesma medida que já está instalada.

Também é necessário analisar:

  • Tipo de equipamento;
  • Função realizada;
  • Posição do pneu;
  • Tipo e umidade do solo;
  • Cultura;
  • Peso da máquina;
  • Peso do implemento;
  • Velocidade de trabalho;
  • Horas de operação;
  • Necessidade de tração;
  • Pressão de inflação;
  • Construção radial ou diagonal;
  • Desenho da banda;
  • Compatibilidade com a roda;
  • Utilização com ou sem câmara.

Um pneu adequado para a traseira de um trator utilizado no preparo pesado do solo pode não ser a melhor escolha para pulverizadores, colheitadeiras, carretas agrícolas ou equipamentos que circulam frequentemente em superfícies duras.

Neste guia, você entenderá os principais critérios para escolher pneus agrícolas de maneira mais segura, técnica e adequada à realidade da operação.

 

 

 

O que analisar antes de escolher o pneu agrícola?

O primeiro passo é compreender o trabalho realizado pela máquina.

Dois tratores da mesma potência podem exigir pneus diferentes quando atuam em atividades distintas.

Um pode trabalhar no preparo do solo com implementos pesados. Outro pode puxar uma carreta em terreno firme. Um terceiro pode atuar em pulverização, situação na qual a largura do pneu e a passagem entre as linhas da cultura ganham maior importância.

Antes de procurar marca ou preço, responda:

  1. Qual equipamento utilizará o pneu?
  2. O pneu será dianteiro, traseiro ou de implemento?
  3. O equipamento possui tração em duas ou quatro rodas?
  4. Qual atividade será realizada?
  5. O solo é seco, úmido, arenoso, argiloso ou misto?
  6. Qual carga o pneu precisará suportar?
  7. Qual é a velocidade de trabalho?
  8. A máquina também circula em estrada ou piso rígido?
  9. A prioridade é tração, flutuação, estabilidade ou resistência?
  10. A máquina trabalha entre linhas estreitas?
  11. Existe histórico de patinagem?
  12. Existe problema de compactação?
  13. O pneu atual utiliza câmara?
  14. A roda é compatível com o novo modelo?
  15. Será feita alguma alteração de medida?

A escolha correta nasce da combinação dessas respostas.

A aplicação da máquina muda o tipo de pneu

 

Pneus para tratores agrícolas

Nos tratores, os pneus precisam transmitir potência, sustentar a máquina e os implementos e manter estabilidade durante atividades diferentes.

O conjunto pode enfrentar:

  • Preparo do solo;
  • Plantio;
  • Cultivo;
  • Pulverização;
  • Transporte;
  • Subidas;
  • Áreas úmidas;
  • Solo solto;
  • Estradas internas;
  • Operação com carregador frontal;
  • Trabalho com implementos pesados.

Nos eixos motrizes, o desenho precisa proporcionar tração e capacidade de limpeza.

Nos eixos direcionais, deve ajudar no controle da trajetória, na estabilidade e na resistência aos esforços laterais.

A Fama Pneus possui uma categoria específica de pneus para tratores agrícolas, além de opções para pulverizadores, implementos, carretas e colheitadeiras.

Pneus para pulverizadores

Pulverizadores podem utilizar pneus estreitos e de maior diâmetro para circular entre as linhas de cultivo, dependendo da cultura, do espaçamento e do projeto da máquina.

Devem ser avaliados:

  • Largura;
  • Diâmetro;
  • Índice de carga;
  • Pressão;
  • Estabilidade;
  • Velocidade;
  • Espaçamento entre linhas;
  • Capacidade de tração;
  • Peso da máquina;
  • Peso do reservatório cheio.

O peso suportado pode variar bastante durante a operação, pois o reservatório começa cheio e vai sendo esvaziado.

A carga real, a velocidade e a tabela técnica do fabricante precisam ser consideradas no ajuste da pressão.

Consulte os pneus para pulverizadores.

Pneus para colheitadeiras

Colheitadeiras são equipamentos pesados e podem sofrer variação significativa de carga durante o enchimento do tanque graneleiro.

O pneu precisa colaborar para:

  • Sustentar cargas elevadas;
  • Distribuir o peso;
  • Manter estabilidade;
  • Reduzir a pressão sobre o solo;
  • Proporcionar tração;
  • Resistir ao aquecimento;
  • Trabalhar em condições de carga cíclica.

Pneus mais largos, construções radiais e tecnologias de maior flexão podem aumentar a área de contato e permitir o trabalho com pressões menores dentro dos limites técnicos, contribuindo para reduzir a pressão exercida sobre o solo. A configuração correta sempre depende da carga, da velocidade e da tabela do fabricante.

Consulte os pneus para colheitadeiras.

Pneus para implementos agrícolas

Implementos nem sempre necessitam do mesmo desenho utilizado nos pneus motrizes do trator.

São exemplos:

  • Plantadeiras;
  • Grades;
  • Carretas;
  • Distribuidores;
  • Enfardadeiras;
  • Plataformas;
  • Vagões;
  • Pulverizadores rebocados.

Nessas aplicações, as prioridades podem incluir:

  • Flutuação;
  • Baixa compactação;
  • Estabilidade;
  • Capacidade de carga;
  • Facilidade de rolamento;
  • Menor agressão ao solo;
  • Resistência a perfurações;
  • Desgaste uniforme.

Pneus de implemento podem possuir perfil largo, ombros arredondados e desenhos voltados para ampliar a área de contato e reduzir a movimentação do solo.

Consulte os pneus para implementos agrícolas e os pneus para carretas agrícolas.

 

Principais desenhos de pneus agrícolas

Os códigos presentes na lateral ajudam a identificar o tipo de desenho e a aplicação inicial do pneu.

Entre os mais conhecidos estão:

  • R-1;
  • R-1W;
  • R-2;
  • R-3;
  • R-4;
  • F-2;
  • F-3;
  • I-1;
  • Desenhos de alta flutuação.

A classificação é um ponto de partida. O modelo, a construção, a profundidade das garras e a ficha técnica do fabricante precisam ser confirmados.

Pneu agrícola R-1

O R-1 é um dos desenhos agrícolas mais utilizados em tratores.

Normalmente apresenta garras diagonais desenvolvidas para:

  • Gerar tração;
  • Transferir força para o solo;
  • Favorecer a autolimpeza;
  • Trabalhar em solo agrícola;
  • Expulsar terra acumulada entre as garras.

É encontrado principalmente nos pneus traseiros de tratores e em outras posições motrizes.

Quando o R-1 pode ser indicado?

  • Preparo do solo;
  • Plantio;
  • Cultivo;
  • Trabalho em solo seco;
  • Umidade moderada;
  • Operações agrícolas gerais;
  • Tratores que precisam de boa tração.

O resultado dependerá da carga, da pressão, do formato das garras, do tipo de solo e da forma de utilização.

A categoria agrícola da Fama Pneus possui diferentes modelos R-1 em medidas como 9.5-24, 11.2-24, 12.4-24, 14.9-24, 14.9-26, 14.9-28, 18.4-30 e 23.1-30. A disponibilidade pode variar conforme o estoque.

Pneu agrícola R-1W

O desenho R-1W segue a mesma proposta de tração agrícola do R-1, mas utiliza garras mais profundas.

Na classificação utilizada pela Titan, o R-1 possui aproximadamente 20% menos profundidade de banda do que o R-1W. Isso proporciona maior volume de borracha no R-1W, mas não significa que ele será automaticamente superior em qualquer situação.

Possíveis vantagens do R-1W

  • Maior profundidade das garras;
  • Boa capacidade de tração;
  • Maior volume de borracha;
  • Autolimpeza;
  • Aplicação em solo macio;
  • Potencial de maior vida da banda em condições adequadas.

Pontos que precisam ser avaliados

  • Tipo de solo;
  • Percentual de deslocamento em estrada;
  • Velocidade;
  • Carga;
  • Pressão;
  • Movimentação das garras;
  • Compatibilidade com a máquina.

A categoria agrícola da Fama Pneus possui modelos radiais R-1W para tratores e pulverizadores, incluindo opções 520/85R42 e 380/90R46.

Pneu agrícola R-2

O R-2 é um desenho de tração profunda.

É tradicionalmente utilizado em condições nas quais existe necessidade elevada de penetração e limpeza, como:

  • Solos muito úmidos;
  • Lama;
  • Cultivo de arroz;
  • Áreas alagadas;
  • Operações que exigem tração profunda.

As garras normalmente são mais profundas e espaçadas do que as de um R-1.

A Titan utiliza a classificação R-2 em pneus voltados a aplicações de arroz, cana e trabalho em terrenos com alta presença de água ou lama.

Atenção

Um desenho extremamente profundo pode não ser adequado para máquinas que:

  • Trabalham predominantemente em solo firme;
  • Circulam por superfícies rígidas;
  • Percorrem longas distâncias;
  • Operam em velocidades incompatíveis com o desenho.

O uso precisa acompanhar terreno, distância, carga, pressão e recomendação do fabricante.

Pneu agrícola R-3

O R-3 possui desenho mais fechado e uma área de contato mais ampla.

É associado a aplicações nas quais se busca reduzir a agressão à superfície.

Aplicações encontradas

  • Gramados;
  • Jardins;
  • Parques;
  • Campos esportivos;
  • Áreas verdes;
  • Solo arenoso;
  • Equipamentos que não podem danificar o terreno;
  • Algumas aplicações de flutuação.

O desenho R-3 prioriza menor movimentação do solo e menor agressividade em comparação com desenhos agrícolas de tração profunda.

Limitação

O R-3 não oferece o mesmo nível de penetração e tração de um R-1 ou R-2.

Por isso, não é normalmente escolhido quando a principal necessidade é trabalhar em lama intensa ou solo muito solto.

Pneu agrícola R-4

O R-4 é conhecido como desenho industrial ou industrial agrícola.

Ele representa uma solução intermediária entre:

  • Tração;
  • Resistência em piso duro;
  • Estabilidade;
  • Durabilidade;
  • Versatilidade.

É encontrado em:

  • Retroescavadeiras;
  • Tratores industriais;
  • Equipamentos com carregador frontal;
  • Tratores compactos;
  • Máquinas que alternam entre terra e piso rígido;
  • Operações em pátios e propriedades.

Em comparação com um R-1, o R-4 geralmente possui garras mais largas e menos profundas, priorizando resistência em superfícies duras e uso misto. Fabricantes como a Titan classificam diferentes pneus para retroescavadeiras, tratores industriais e minicarregadeiras dentro do padrão R-4.

Quando considerar um R-4?

  • Uso frequente em piso compactado;
  • Circulação em pátios;
  • Operação com carregador frontal;
  • Alternância entre terra e concreto;
  • Necessidade de maior estabilidade;
  • Menor necessidade de tração profunda.

Pneus dianteiros F-2 e F-3

Nem todos os pneus agrícolas dianteiros possuem desenho de tração.

Em tratores com eixo dianteiro não motriz, são encontrados desenhos classificados como F.

F-2

O F-2 costuma apresentar nervuras longitudinais, frequentemente com uma nervura central mais destacada.

Sua função é favorecer:

  • Direcionamento;
  • Estabilidade;
  • Controle da trajetória;
  • Menor resistência ao rolamento;
  • Trabalho em solo agrícola.

F-3

O F-3 também é utilizado em posições dianteiras ou livres e pode possuir mais nervuras, além de maior área de contato.

Pode ser encontrado em:

  • Tratores;
  • Implementos;
  • Carretas;
  • Equipamentos agrícolas não motrizes.

A Fama Pneus possui opções agrícolas F-2 e F-3 em medidas como 7.50-16 e 11L-16.

Atenção ao eixo dianteiro com tração

Em tratores com tração dianteira auxiliar ou tração integral, o pneu dianteiro pode precisar de desenho de tração e de compatibilidade específica com o conjunto traseiro.

Nesse caso, não se deve instalar um F-2 apenas porque ele possui a mesma medida do pneu atual.

Pneu radial ou diagonal: qual escolher?

A diferença entre pneu radial e diagonal está na estrutura da carcaça.

Pneu agrícola diagonal

No pneu diagonal, as lonas são dispostas em ângulos cruzados.

Essa construção tende a proporcionar:

  • Laterais mais rígidas;
  • Boa resistência em certas operações severas;
  • Estabilidade lateral;
  • Custo inicial geralmente mais acessível;
  • Utilização tradicional em tratores e implementos.

Pode ser uma solução adequada para:

  • Máquinas antigas;
  • Operações com poucas horas anuais;
  • Equipamentos que trabalham em baixa velocidade;
  • Aplicações nas quais a resistência lateral é prioritária;
  • Orçamentos mais limitados.

Pneu agrícola radial

No pneu radial, os elementos da carcaça seguem no sentido radial entre os talões, enquanto cintas estabilizam a região da banda.

Essa construção permite maior flexibilidade da lateral e uma área de contato mais alongada.

Entre os possíveis benefícios estão:

  • Maior área de contato;
  • Melhor tração;
  • Mais conforto;
  • Menor aquecimento;
  • Menor resistência ao rolamento;
  • Possibilidade de trabalhar com pressões mais baixas, conforme carga e fabricante;
  • Menor compactação em configurações adequadas.

A Trelleborg explica que pneus radiais possuem laterais mais flexíveis, maior superfície de contato, menor geração de calor e menor resistência ao rolamento. A empresa também indica que o resultado depende do tipo de solo, da carga, da pressão e do desenho.

O radial é sempre melhor?

Não necessariamente.

A melhor escolha depende de:

  • Máquina;
  • Quantidade de horas trabalhadas;
  • Tipo de serviço;
  • Velocidade;
  • Solo;
  • Peso;
  • Frequência de deslocamento;
  • Investimento disponível;
  • Benefício esperado ao longo da vida útil.

Um pneu radial pode oferecer vantagens importantes em operações intensivas, mas um diagonal de boa qualidade pode ser mais adequado para aplicações específicas, equipamentos antigos ou trabalhos ocasionais.

O que são pneus IF e VF?

As siglas IF e VF identificam tecnologias de maior flexão utilizadas em determinados pneus agrícolas radiais.

IF — Increased Flexion

Pneus IF podem transportar a mesma carga de um radial convencional utilizando pressão menor, ou suportar uma carga maior na mesma pressão, conforme as tabelas e limites do fabricante.

VF — Very High Flexion

Pneus VF ampliam essa capacidade de flexão e podem trabalhar com cargas maiores ou pressões mais baixas quando comparados a pneus radiais convencionais equivalentes.

A Michelin informa que pneus IF podem trabalhar com a mesma carga usando até 20% menos pressão ou transportar cerca de 20% mais carga na mesma pressão. Tecnologias VF podem ampliar essa relação, mas a configuração precisa seguir a tabela específica de cada produto.

Essas tecnologias podem contribuir para:

  • Aumentar a área de contato;
  • Melhorar a tração;
  • Reduzir a patinagem;
  • Reduzir a pressão sobre o solo;
  • Suportar cargas elevadas;
  • Adaptar a máquina a operações diferentes.

Elas não autorizam trabalhar com qualquer pressão.

A carga por eixo, a velocidade e a aplicação precisam ser informadas corretamente.

Pressão, carga e compactação do solo

A pressão correta é um dos fatores mais importantes para o desempenho do pneu agrícola.

Pressão excessiva pode:

  • Reduzir a área de contato;
  • Aumentar a patinagem;
  • Concentrar o peso;
  • Aumentar a compactação;
  • Reduzir o conforto;
  • Acelerar determinados tipos de desgaste.

Pressão abaixo do necessário pode:

  • Aumentar a flexão da lateral;
  • Gerar calor;
  • Danificar a carcaça;
  • Permitir o giro do pneu na roda;
  • Comprometer a estabilidade;
  • Provocar falhas prematuras;
  • Reduzir a capacidade de carga.

A pressão correta não deve ser definida apenas pela medida ou por uma recomendação genérica.

Ela depende de:

  • Carga real por eixo;
  • Velocidade;
  • Tipo de trabalho;
  • Montagem simples, dupla ou tripla;
  • Pneu utilizado;
  • Roda;
  • Operação no campo ou em estrada;
  • Tabela de carga e pressão do fabricante.

A ferramenta AgroPressure da Michelin, por exemplo, calcula a recomendação considerando carga, velocidade, configuração do equipamento, utilização no campo e deslocamento em estrada.

Pressão no campo e na estrada

A pressão ideal para tração e preservação do solo no campo pode não ser a mesma necessária para estabilidade durante o transporte em estrada.

Máquinas que alternam frequentemente entre os dois ambientes podem exigir:

  • Ajustes manuais;
  • Planejamento da pressão;
  • Sistemas centrais de inflação;
  • Configurações aprovadas para ambos os usos.

Não se deve reduzir a pressão para aumentar a tração sem confirmar se o pneu continuará suportando a carga e a velocidade.

Como reduzir a compactação do solo?

A compactação não depende apenas dos pneus.

Também é influenciada por:

  • Peso da máquina;
  • Umidade;
  • Número de passadas;
  • Profundidade do solo;
  • Tipo de cultura;
  • Carga por eixo;
  • Tráfego concentrado;
  • Pressão;
  • Área de contato.

Os pneus podem contribuir para reduzir o problema quando são corretamente dimensionados e utilizados.

Entre as estratégias estão:

  • Trabalhar com a menor pressão aprovada para a carga;
  • Utilizar pneus mais largos quando compatíveis;
  • Avaliar pneus radiais;
  • Considerar tecnologias IF ou VF;
  • Utilizar rodados duplos quando tecnicamente aprovados;
  • Reduzir passadas desnecessárias;
  • Evitar solo excessivamente úmido;
  • Controlar o peso por eixo;
  • Utilizar tráfego controlado.

A Michelin relaciona a pressão interna à pressão média aplicada sobre o terreno e explica que pressões maiores tendem a elevar a pressão exercida sobre o solo, aumentando o risco de compactação e formação de sulcos.

Pneu mais largo resolve tudo?

Não.

Um pneu mais largo pode ampliar a área de contato, mas somente entregará o resultado esperado quando:

  • For compatível com a roda;
  • For aprovado para a máquina;
  • Tiver capacidade adequada;
  • Trabalhar com a pressão correta;
  • Não interferir na cultura;
  • Não causar contato com componentes;
  • Mantiver a relação correta entre os eixos.

Patinagem: nem sempre o problema é falta de pneu

A patinagem ocorre quando a roda gira mais do que o deslocamento efetivo da máquina.

Algum nível de patinagem pode fazer parte da operação, mas quando ela se torna excessiva, há perda de energia.

Possíveis causas:

  • Pressão elevada;
  • Peso insuficiente no eixo motriz;
  • Lastreamento incorreto;
  • Implemento incompatível;
  • Solo muito úmido;
  • Garras desgastadas;
  • Desenho inadequado;
  • Medida incorreta;
  • Distribuição ruim de peso;
  • Velocidade ou marcha inadequada.

Trocar por um pneu com garras mais profundas nem sempre resolve o problema.

Antes da compra, é importante verificar:

  1. Estado das garras;
  2. Pressão;
  3. Peso por eixo;
  4. Lastreamento;
  5. Profundidade de trabalho do implemento;
  6. Condição do solo;
  7. Compatibilidade entre pneus dianteiros e traseiros;
  8. Dimensionamento da máquina.

Lastreamento precisa ser planejado

O lastreamento adiciona peso ao trator para melhorar transferência de força e estabilidade.

Ele pode ser feito por:

  • Pesos metálicos;
  • Lastro líquido;
  • Combinação dos dois sistemas.

Peso insuficiente pode aumentar a patinagem.

Peso excessivo pode:

  • Elevar a compactação;
  • Aumentar o consumo;
  • Sobrecarregar pneus e eixos;
  • Acelerar o desgaste;
  • Reduzir a eficiência.

A quantidade e a distribuição de lastro devem seguir as orientações do fabricante da máquina, do pneu e do implemento.

Não se deve adicionar líquido ao pneu sem avaliar:

  • Compatibilidade;
  • Volume;
  • Produto utilizado;
  • Proteção contra corrosão;
  • Capacidade;
  • Pressão;
  • Procedimento de montagem.

Compatibilidade entre pneus dianteiros e traseiros

Em tratores com tração dianteira auxiliar ou tração integral, os pneus dianteiros e traseiros precisam manter uma relação adequada de circunferência de rolamento.

Alterar apenas uma das medidas pode provocar incompatibilidade entre os eixos.

Isso pode gerar:

  • Esforço excessivo na transmissão;
  • Desgaste acelerado;
  • Arrasto;
  • Perda de eficiência;
  • Patinagem;
  • Dificuldade de direção;
  • Danos mecânicos.

A compatibilidade não deve ser avaliada apenas pelo diâmetro visual.

É preciso consultar:

  • Índice de circunferência de rolamento;
  • RCI;
  • Circunferência informada pelo fabricante;
  • Relação mecânica do trator;
  • Percentual de avanço do eixo dianteiro;
  • Medidas homologadas.

A Titan disponibiliza tabelas de RCI para auxiliar na compatibilidade entre pneus dianteiros e traseiros em tratores agrícolas.

Regra de segurança

Não troque a medida de apenas um eixo de um trator com tração integral sem validação técnica.

Mesmo medidas aparentemente próximas podem alterar a relação de rolamento.

Como ler medidas de pneus agrícolas?

Existem diferentes sistemas de identificação.

Exemplo: 12.4-24

  • 12.4: largura nominal em polegadas;
  • Hífen "-": construção diagonal;
  • 24: diâmetro do aro em polegadas.

Exemplo: 12.4R24

  • 12.4: largura nominal em polegadas;
  • R: construção radial;
  • 24: aro.

Exemplo: 380/90R46

  • 380: largura nominal em milímetros;
  • 90: perfil correspondente a 90% da largura;
  • R: construção radial;
  • 46: aro.

Exemplo: 520/85R42

  • 520: largura nominal;
  • 85: relação entre altura e largura;
  • R: radial;
  • 42: aro.

Exemplo: 10.5/65-16

  • 10.5: largura nominal em polegadas;
  • 65: série ou perfil indicado na nomenclatura;
  • Hífen: construção diagonal;
  • 16: aro.

Antes de comprar, também confira:

  • Índice de carga;
  • Símbolo de velocidade;
  • PR ou lonas;
  • TL ou TT;
  • Desenho;
  • Roda recomendada;
  • Diâmetro;
  • Circunferência de rolamento.

O que significam TL e TT?

TL — Tubeless

TL significa que o pneu foi desenvolvido para trabalhar sem câmara, desde que seja instalado em roda compatível e em boas condições.

TT — Tube Type

TT significa que o pneu foi projetado para trabalhar com câmara de ar.

O uso correto depende de:

  • Pneu;
  • Roda;
  • Câmara;
  • Válvula;
  • Montagem;
  • Recomendação do fabricante.

Não se deve instalar câmara somente porque existe perda de pressão em um pneu TL.

Primeiro é necessário identificar a causa do vazamento e avaliar a roda.

A Fama Pneus trabalha com diferentes câmaras de ar agrícolas, incluindo medidas para tratores, pulverizadores, colheitadeiras e implementos. O estoque atual apresenta câmaras para medidas como 12.4-24, 13.6-38, 14.9-26, 16.9-30, 18.4-38, 20.8-42 e 23.1-30.

Como escolher conforme o tipo de solo?

Solo seco e firme

Normalmente permite a utilização de desenhos agrícolas convencionais, desde que:

  • A pressão esteja correta;
  • As garras tenham profundidade suficiente;
  • A carga seja compatível;
  • Não exista excesso de lastro.

Solo úmido

Exige maior atenção à:

  • Autolimpeza;
  • Espaçamento das garras;
  • Pressão;
  • Área de contato;
  • Patinagem;
  • Peso da máquina.

O R-1W ou desenhos mais abertos podem ajudar em determinadas condições, mas é necessário avaliar a severidade.

Solo alagado ou lama profunda

Pode exigir:

  • Desenho R-2;
  • Garras profundas;
  • Alta capacidade de limpeza;
  • Configuração específica da máquina;
  • Pneus e rodas voltados à aplicação.

Solo arenoso

Pode favorecer pneus de:

  • Maior flutuação;
  • Maior área de contato;
  • Menor agressividade;
  • Pressão reduzida dentro dos limites técnicos.

O excesso de patinagem pode fazer a máquina afundar.

Piso duro, concreto ou pátio

Desenhos agrícolas profundos podem sofrer:

  • Desgaste acelerado;
  • Movimentação das garras;
  • Vibração;
  • Aquecimento;
  • Arrancamento de blocos.

Em máquinas que passam grande parte do tempo em superfícies rígidas, pode ser necessário avaliar R-4, desenhos híbridos ou pneus industriais.

Como avaliar o estado do pneu agrícola?

Observe regularmente:

  • Profundidade das garras;
  • Cortes;
  • Rachaduras;
  • Ressecamento;
  • Bolhas;
  • Danos no talão;
  • Deformações;
  • Vazamentos;
  • Desgaste irregular;
  • Giro do pneu na roda;
  • Condição da válvula;
  • Estado da roda;
  • Pressão;
  • Presença de objetos;
  • Diferença de desgaste entre lados e eixos.

Desgaste das garras

Garras desgastadas reduzem a capacidade de penetração e transferência de força.

Entretanto, a troca não deve ser decidida somente pela aparência.

Avalie:

  • Patinagem;
  • Horas trabalhadas;
  • Tração;
  • Integridade da carcaça;
  • Segurança;
  • Tipo de atividade;
  • Custo da parada.

Rachaduras no flanco

Pequenas marcas superficiais e rachaduras profundas possuem níveis de risco diferentes.

Se houver exposição de componentes internos, deformação ou perda de pressão, o pneu precisa ser retirado e avaliado.

Danos no talão

Danos no talão podem comprometer o encaixe na roda e a segurança da montagem.

Não devem ser ignorados nem reparados sem avaliação especializada.

 

Checklist para escolher pneus agrícolas

Antes de fechar o pedido, confirme:

  1. Qual é o equipamento?
  2. Qual é a marca, o modelo e o ano?
  3. Qual é a medida atual?
  4. O pneu é dianteiro ou traseiro?
  5. O eixo possui tração?
  6. Qual é o desenho atual?
  7. O pneu é radial ou diagonal?
  8. É TL ou TT?
  9. Qual é a roda utilizada?
  10. Qual carga será suportada?
  11. Existe carregador frontal?
  12. Qual implemento será utilizado?
  13. Qual é o tipo de solo?
  14. A máquina circula em estrada?
  15. Qual é a velocidade?
  16. Quantas horas trabalha por ano?
  17. Existe problema de patinagem?
  18. Existe problema de compactação?
  19. A medida será alterada?
  20. Os pneus dianteiros e traseiros são compatíveis?
  21. Existe câmara na medida correta?
  22. O fabricante aprova a configuração?
  23. A pressão será definida pela carga?
  24. Existe disponibilidade para reposição?
  25. Qual é o objetivo principal da troca?

Erros comuns ao comprar pneus agrícolas

Comprar somente pela medida

A mesma medida pode existir em desenhos, construções e capacidades diferentes.

Escolher o desenho mais profundo sem analisar o solo

Garras profundas podem não ser adequadas para terreno firme ou deslocamentos frequentes em piso rígido.

Utilizar pressão genérica

A pressão precisa ser definida conforme carga, velocidade e aplicação.

Trocar apenas uma medida do trator 4x4

A alteração pode comprometer a relação entre os eixos.

Escolher somente pelo número de lonas

O PR não informa sozinho capacidade, construção ou aplicação.

Ignorar a roda

A roda precisa ser compatível com:

  • Aro;
  • Tala;
  • Capacidade;
  • Tipo de montagem;
  • Pneu escolhido.

Misturar pneus muito diferentes no mesmo eixo

Diferenças de medida, construção, desgaste e circunferência podem gerar comportamento irregular.

Não considerar a câmara

Quando o pneu é TT, a câmara precisa ter medida e válvula compatíveis.

Escolher apenas pelo menor preço

O custo real também envolve:

  • Horas trabalhadas;
  • Consumo;
  • Patinagem;
  • Compactação;
  • Paradas;
  • Durabilidade;
  • Disponibilidade;
  • Adequação à máquina.

Perguntas frequentes sobre pneus agrícolas

1 - Qual é o melhor pneu agrícola?

Não existe um único pneu adequado para todas as máquinas e solos.

O melhor será aquele compatível com a medida, a roda, a carga, o terreno, a posição e a atividade realizada.

2 - Qual é a diferença entre R-1 e R-1W?

Ambos são desenhos agrícolas de tração.

O R-1W possui garras mais profundas, mas a escolha depende do tipo de solo, da velocidade, da pressão e da aplicação.

3 - Pneu R-2 serve para qualquer trator?

Não.

O R-2 é voltado principalmente para lama, áreas alagadas e condições que exigem tração profunda.

Pode não ser adequado para terreno firme ou longos deslocamentos em piso duro.

4 - Para que serve o R-3?

O R-3 é usado em aplicações que priorizam menor agressão ao terreno, como gramados, parques, áreas verdes e determinados solos arenosos.

5 - Para que serve o R-4?

O R-4 é utilizado em tratores industriais, retroescavadeiras, equipamentos com carregador e máquinas que alternam entre terra e superfícies rígidas.

6 - Pneu radial é melhor que diagonal?

O radial pode oferecer maior área de contato, conforto, tração e menor resistência ao rolamento.

O diagonal pode ser vantajoso em operações específicas, máquinas antigas e situações que exigem maior rigidez lateral ou menor investimento inicial.

7 - Posso instalar pneu radial de um lado e diagonal do outro?

Não é uma configuração recomendada no mesmo eixo.

Os pneus devem possuir construção, medida, capacidade e comportamento compatíveis.

8 - Como saber a pressão correta?

Pese ou estime corretamente a carga por eixo e consulte a tabela do fabricante do pneu, considerando velocidade, aplicação e configuração.

9 - Pneu agrícola pode rodar no asfalto?

Pode haver deslocamento em estrada quando o pneu e a máquina forem aprovados para isso.

No entanto, uso frequente em asfalto pode acelerar o desgaste de determinados desenhos agrícolas.

10 - Posso usar câmara em pneu TL?

A decisão não deve ser tomada sem avaliação da roda, do pneu e da recomendação do fabricante.

A instalação de câmara não corrige automaticamente um problema de vedação.

11 - Como saber se o pneu dianteiro combina com o traseiro?

Consulte as medidas homologadas, a circunferência de rolamento e a relação mecânica do trator.

Em tratores 4x4, essa análise é especialmente importante.

A escolha correta começa pela operação real

A medida informa qual pneu pode ser montado.

O desenho indica o tipo de terreno e função para os quais ele foi desenvolvido.

A construção altera o comportamento da carcaça.

A pressão determina como o pneu suporta a carga e distribui o peso.

Por isso, a escolha precisa reunir:

  • Máquina;
  • Medida;
  • Roda;
  • Carga;
  • Solo;
  • Cultura;
  • Posição;
  • Desenho;
  • Construção;
  • Pressão;
  • Velocidade;
  • Compatibilidade entre eixos;
  • Utilização com ou sem câmara.

A Fama Pneus trabalha com pneus agrícolas para tratores, pulverizadores, implementos, carretas e colheitadeiras, além de câmaras de ar para diferentes medidas.

A categoria agrícola possui atualmente modelos de marcas como MRL, Malhotra, Gripmaster e Speedmax, incluindo desenhos R-1, R-1W, F-2 e F-3. A disponibilidade deve ser consultada no momento da compra.

Consulte os pneus agrícolas disponíveis ou fale com nossa equipe informando:

  • Equipamento;
  • Medida;
  • Quantidade;
  • Posição;
  • Tipo de solo;
  • Cidade;
  • Aplicação.

Fama Pneus, a sua melhor solução.