Uma borracharia precisa de muito mais do que uma máquina de desmontagem e um compressor.

Para realizar inspeções, reparos e substituições com segurança, é necessário manter ferramentas, válvulas, materiais de vedação, produtos de vulcanização e acessórios compatíveis com os veículos atendidos.

O mesmo vale para empresas com frota própria.

Transportadoras, construtoras, fazendas, centros de distribuição e empresas de ônibus podem não executar todos os serviços internamente, mas precisam manter determinados itens disponíveis para:

  • Inspeção preventiva;
  • Controle de pressão;
  • Substituição de válvulas;
  • Pequenas intervenções autorizadas;
  • Atendimento emergencial;
  • Organização da manutenção;
  • Redução do tempo de máquina parada.

A seleção dos artigos deve acompanhar o perfil da operação.

Uma oficina que atende somente automóveis não precisa do mesmo estoque de uma borracharia especializada em caminhões, tratores, motoniveladoras e pás carregadeiras.

Da mesma forma, uma transportadora não deve comprar ferramentas ou materiais de reparo apenas porque “servem para pneus”. É necessário confirmar:

  • Tipo de pneu;
  • Construção radial ou diagonal;
  • Veículo;
  • Medida;
  • Pressão;
  • Tipo de roda;
  • Aplicação;
  • Procedimento aprovado;
  • Treinamento da equipe;
  • Limites definidos pelo fabricante.

Reparos inadequados podem esconder danos internos, permitir entrada de umidade na carcaça ou provocar uma nova perda de pressão.

A U.S. Tire Manufacturers Association orienta que reparos em pneus de passeio e comerciais leves sejam realizados após a desmontagem do pneu, permitindo uma inspeção completa do interior. A organização também limita o reparo convencional de perfurações à região reparável da banda de rodagem.

Este guia apresenta os principais grupos de artigos de borracharia e explica como montar um estoque mais seguro e adequado à operação.

O que são artigos de borracharia?

Artigos de borracharia são materiais, componentes, ferramentas e acessórios utilizados na inspeção, manutenção, montagem e reparação de pneus e rodas.

Entre eles estão:

  • Válvulas;
  • Núcleos de válvula;
  • Tampas;
  • Extensões;
  • Anéis de vedação;
  • Remendos;
  • Manchões;
  • Reparos combinados;
  • Cimentos vulcanizantes;
  • Soluções de limpeza;
  • Colas para vulcanização;
  • Lubrificantes de montagem;
  • Calibradores;
  • Extratores;
  • Espátulas;
  • Roleteadores;
  • Raspadores;
  • Macacos;
  • Cavaletes;
  • Chaves;
  • Desforcímetros;
  • Torquímetros;
  • Gaiolas de segurança;
  • Mangueiras de inflação;
  • Medidores de profundidade.

O nome “artigo de borracharia” reúne produtos com funções muito diferentes.

Uma válvula controla a entrada e a retenção do ar.

Um cimento vulcanizante promove a ligação química entre o reparo e a borracha preparada.

Um anel de vedação ajuda a manter a estanqueidade em determinadas rodas multiparte sem câmara.

Uma ferramenta de força auxilia na remoção de porcas, mas não substitui o torque correto durante a instalação.

Por isso, cada produto precisa ser utilizado para a função prevista.

Como organizar os artigos por função?

Uma forma prática de organizar o estoque é dividir os materiais em sete grupos:

Grupo Exemplos
Controle de pressão Calibradores, mangueiras, extensões e tampas
Vedação Válvulas, núcleos, anéis e componentes de roda
Reparação Remendos, manchões, reparos combinados e cimentos
Preparação Raspadores, escovas, solventes e roleteadores
Montagem Lubrificantes, espátulas e protetores de componentes
Elevação e remoção Macacos, cavaletes, chaves e desforcímetros
Inspeção e segurança Medidores, iluminação, gaiolas e EPIs

Essa separação facilita:

  • Controle de validade;
  • Reposição;
  • Treinamento;
  • Inventário;
  • Identificação de produtos incompatíveis;
  • Redução de improvisações.

Válvulas para pneus

A válvula permite inflar, medir e ajustar a pressão do pneu.

Ela também ajuda a manter o ar dentro do conjunto.

Pode ser utilizada em:

  • Rodas sem câmara;
  • Câmaras de ar;
  • Sistemas agrícolas;
  • Pneus OTR;
  • Caminhões;
  • Automóveis;
  • Equipamentos industriais;
  • Sistemas com monitoramento TPMS.

A válvula precisa ser compatível com a roda

Antes de escolher, confirme:

  • Diâmetro do furo;
  • Espessura da roda;
  • Ângulo;
  • Comprimento;
  • Pressão;
  • Aplicação;
  • Material;
  • Tipo de fixação;
  • Utilização com ar ou líquido;
  • Presença de sensor.

Uma válvula visualmente semelhante pode ter dimensões e limites diferentes.

Válvulas de encaixe em borracha

São comuns em automóveis e comerciais leves.

Exemplos encontrados no mercado:

  • TR414;
  • TR418;
  • Outras versões conforme a roda.

A Fama Pneus possui atualmente válvulas TR414 e TR418 indicadas para pneus sem câmara de automóveis. A página da TR414 informa utilização em rodas de ferro e liga leve, desde que o furo e a aplicação sejam compatíveis.

Válvulas para caminhões e ônibus

Veículos pesados podem utilizar válvulas metálicas ou reforçadas, com formatos e comprimentos próprios.

Entre os modelos atualmente presentes na categoria da Fama Pneus estão:

  • TR573;

  • V3.20-6;

  • Outros modelos para rodas de caminhões e ônibus.

A página da TR573 informa aplicação em pneus sem câmara de caminhões e ônibus.

Válvulas agrícolas e OTR

Máquinas agrícolas e fora de estrada podem exigir:

  • Válvulas de alta resistência;
  • Passagem para ar e líquido;
  • Corpo metálico;
  • Proteção externa;
  • Aplicação para hidroinflação;
  • Pressões específicas.

A válvula TR618A comercializada pela Fama Pneus é apresentada para pneus sem câmara agrícolas e fora de estrada, com configuração para ar e água.

Substitua a válvula quando necessário

A válvula trabalha exposta a:

  • Calor;
  • Sol;
  • Poeira;
  • Água;
  • Produtos químicos;
  • Flexão;
  • Impactos;
  • Corrosão.

A borracha pode ressecar e o núcleo pode perder vedação.

Por isso, a condição da válvula deve ser avaliada sempre que o pneu for desmontado.

Nos sistemas TPMS, o fabricante Schrader recomenda substituir os componentes de serviço da válvula, como núcleo, tampa, porca e vedação, sempre que o pneu for desmontado para manutenção ou substituição.

Núcleo e tampa da válvula

O núcleo é o pequeno componente interno que abre durante a inflação e fecha para reter o ar.

Uma falha pode causar:

  • Vazamento lento;
  • Perda contínua de pressão;
  • Entrada de sujeira;
  • Dificuldade de calibragem.

Núcleo não deve ser apertado excessivamente

O aperto incorreto pode:

  • Danificar a rosca;
  • Deformar a vedação;
  • Prejudicar a substituição;
  • Provocar vazamento.

Devem ser utilizadas ferramentas apropriadas e o torque especificado pelo fabricante.

A Schrader disponibiliza ferramentas destinadas a instalar núcleos dentro de uma faixa controlada, evitando aperto insuficiente ou excessivo.

A tampa também veda

A tampa não é apenas um acabamento.

Uma tampa com vedação ajuda a:

  • Reduzir entrada de água;
  • Proteger o núcleo;
  • Evitar poeira;
  • Formar uma vedação secundária;
  • Reduzir corrosão.

Pneus de caminhões e máquinas devem utilizar tampas adequadas à pressão e à aplicação.

Extensões de válvula

Extensões facilitam o acesso à válvula em:

  • Montagens duplas;
  • Caminhões;
  • Ônibus;
  • Carretas;
  • Rodas profundas;
  • Equipamentos com acesso limitado.

Podem ser:

  • Rígidas;
  • Flexíveis;
  • Metálicas;
  • Plásticas;
  • Retas;
  • Curvas.

A Fama Pneus possui atualmente uma extensão rígida plástica de 150 mm entre os artigos de borracharia.

Uma extensão inadequada pode causar vazamento

A extensão precisa:

  • Permanecer firme;
  • Não encostar em partes móveis;
  • Não puxar a válvula;
  • Suportar vibração;
  • Ser compatível com a pressão;
  • Permitir inspeção.

Em rodas duplas, válvulas e extensões precisam ficar acessíveis sem exigir que o profissional entre na trajetória de componentes durante a inflação.

Anéis de vedação

Anéis de vedação, também chamados de O-rings, são utilizados em determinadas rodas multiparte sem câmara.

Eles ajudam a vedar a junção entre componentes metálicos da roda.

Não devem ser confundidos com:

  • Protetores de câmara;
  • Cintas de aro;
  • Núcleos de válvula;
  • Arruelas;
  • Anéis de trava.

O-ring e protetor possuem funções diferentes

O protetor fica entre a câmara e a roda.

O O-ring participa da vedação de determinados conjuntos sem câmara.

Um não substitui o outro.

Como escolher o anel?

Confirme:

  • Código;
  • Diâmetro;
  • Espessura;
  • Roda;
  • Canal;
  • Aplicação;
  • Material;
  • Compatibilidade com o conjunto.

A categoria da Fama Pneus possui atualmente anéis como OR-329 T, OR-325 T, OR-25 TU e OR224I.

Não reutilize um anel danificado

Anéis podem sofrer:

  • Deformação;
  • Corte;
  • Ressecamento;
  • Achatamento;
  • Contaminação;
  • Alongamento.

Uma vedação comprometida pode causar perda lenta ou rápida de pressão.

Rodas e componentes também devem ser limpos e inspecionados antes da montagem. A OSHA estabelece como referência técnica que superfícies de assentamento, canais, flanges e anéis estejam livres de sujeira, ferrugem solta e acúmulo de borracha antes da montagem.

Cimentos vulcanizantes

O cimento vulcanizante é um produto químico utilizado para promover a ligação entre determinados reparos e a borracha preparada.

Ele pode ser destinado a processos:

  • A frio;
  • A quente;
  • Para câmaras;
  • Para pneus;
  • Para manchões;
  • Para materiais específicos.

Cimento não é uma cola universal

Cada sistema de reparo pode exigir:

  • Cimento específico;
  • Tempo de secagem;
  • Preparação própria;
  • Temperatura;
  • Pressão;
  • Material compatível;
  • Procedimento do fabricante.

Não se deve misturar marcas ou sistemas sem confirmar a compatibilidade.

Na Fama Pneus estão atualmente cadastrados cimentos a frio FV-0 e FV-2 da Vulcaflex, além de cola Flex Quente. A descrição do FV-0 informa aplicação em reparos para câmaras e manchões pelo sistema de vulcanização química a frio.

Quantidade excessiva não melhora o reparo

Aplicar uma camada mais grossa do que a recomendada pode:

  • Aumentar o tempo de secagem;
  • Prender solvente;
  • Prejudicar a ligação;
  • Contaminar a área;
  • Formar irregularidades.

A aplicação deve seguir a instrução do fabricante do material.

O recipiente precisa permanecer fechado

O cimento pode perder desempenho quando exposto a:

  • Ar;
  • Umidade;
  • Calor;
  • Contaminação;
  • Solventes incompatíveis;
  • Ferramentas sujas.

O produto deve ser armazenado de acordo com sua ficha e dentro do prazo de validade.

Remendos para câmaras

Remendos para câmaras são utilizados em reparos aprovados de perfurações e pequenos danos, conforme:

  • Tamanho;
  • Local;
  • Aplicação;
  • Estado da câmara;
  • Produto utilizado;
  • Procedimento do fabricante.

A câmara precisa ser inspecionada por completo.

Não é indicado reparar câmaras com:

  • Ressecamento;
  • Muitas emendas;
  • Dobras permanentes;
  • Rasgos extensos;
  • Danos na base da válvula;
  • Contaminação;
  • Deformação.

A causa do furo precisa ser encontrada

Antes da remontagem, é necessário verificar:

  • Interior do pneu;
  • Roda;
  • Protetor;
  • Válvula;
  • Corpo estranho;
  • Rebarbas;
  • Pressão;
  • Medida da câmara.

Reparar a câmara sem remover o objeto que causou o dano pode provocar uma nova falha imediatamente.

Reparos para pneus sem câmara

Os produtos de reparação podem incluir:

  • Remendos internos;
  • Reparos combinados;
  • Cogumelos;
  • Manchões;
  • Unidades reforçadas;
  • Materiais para danos específicos.

O pneu precisa ser desmontado

Um reparo seguro não deve começar apenas introduzindo um material pelo lado externo.

A desmontagem permite avaliar:

  • Interior da carcaça;
  • Danos por rodagem sem pressão;
  • Separação;
  • Umidade;
  • Perfurações múltiplas;
  • Região atingida;
  • Ângulo do objeto;
  • Extensão real do dano.

Para pneus de passeio e comerciais leves, a USTMA orienta utilizar um reparo que preencha o canal da perfuração e vede a superfície interna. A organização não considera somente o uso de um tampão externo ou somente de um remendo interno como reparação completa.

Nem toda perfuração pode ser reparada

A possibilidade depende de:

  • Região do pneu;
  • Diâmetro do dano;
  • Construção;
  • Velocidade;
  • Índices;
  • Histórico;
  • Estado da carcaça;
  • Recomendação do fabricante.

Em pneus de passeio e comerciais leves, os reparos comuns são limitados à área reparável da banda.

Danos em ombros, laterais, talões ou estruturas internas exigem avaliação específica e muitas vezes resultam na retirada do pneu.

Caminhões, ônibus e pneus pesados

Pneus comerciais possuem procedimentos, materiais e limites próprios.

A USTMA mantém orientações específicas para reparos de pneus de caminhões e ônibus.

Reparos estruturais em pneus de carga, agrícolas, OTR e industriais devem ser executados por profissionais treinados e conforme as orientações do fabricante do pneu e do material de reparação.

Manchões para pneus

Manchões são unidades de reparo desenvolvidas para determinados danos na carcaça.

Podem variar conforme:

  • Construção radial ou diagonal;
  • Região;
  • Tamanho do dano;
  • Número de lonas afetadas;
  • Medida do pneu;
  • Aplicação;
  • Pressão;
  • Índice de velocidade.

Manchão radial e diagonal não são iguais

A orientação e a estrutura interna precisam acompanhar a construção do pneu.

Um manchão inadequado pode:

  • Flexionar de forma incorreta;
  • Descolar;
  • Criar concentração de esforço;
  • Não restaurar a região afetada;
  • Aumentar o aquecimento.

Reparar não significa restaurar qualquer pneu

Antes da reparação, devem ser avaliados:

  • Idade;
  • Integridade;
  • Histórico;
  • Exposição dos cabos;
  • Contaminação;
  • Separações;
  • Região do dano;
  • Viabilidade econômica;
  • Segurança.

Pneus com danos extensos ou deterioração podem não ser tecnicamente reparáveis, mesmo quando existe um manchão de tamanho suficiente.

Preparação da superfície

A preparação é uma das etapas que mais influenciam a aderência do reparo.

Ela pode envolver:

  • Limpeza;
  • Marcação;
  • Raspagem;
  • Escareamento;
  • Remoção de borracha danificada;
  • Aspiração;
  • Aplicação de cimento;
  • Roleteamento.

Cada sistema possui procedimentos próprios.

Contaminação prejudica a ligação

A superfície não deve apresentar:

  • Óleo;
  • Graxa;
  • Silicone;
  • Água;
  • Poeira;
  • Resíduos soltos;
  • Produto incompatível.

Ferramentas precisam permanecer limpas e destinadas ao trabalho específico.

O rolete ajuda a remover ar

Roleteadores são utilizados para pressionar o reparo contra a borracha preparada e reduzir bolhas entre as superfícies.

A pressão deve ser uniforme, seguindo a orientação do fabricante.

Lubrificantes para montagem

Lubrificantes apropriados facilitam o assentamento dos talões durante a montagem.

Eles ajudam a reduzir:

  • Atrito excessivo;
  • Danos no talão;
  • Esforço da ferramenta;
  • Montagem irregular.

Não utilize produtos improvisados

Produtos como:

  • Óleo;
  • Graxa;
  • Combustível;
  • Detergente inadequado;
  • Solvente;
  • Derivados de petróleo;

podem atacar a borracha, favorecer o giro do pneu na roda ou comprometer a montagem.

Utilize somente lubrificante desenvolvido para pneus e rodas, de acordo com a orientação do fabricante.

Calibradores e medidores de pressão

O calibrador é um dos itens mais importantes de uma oficina e de uma frota.

Ele pode ser:

  • Analógico;
  • Digital;
  • De haste;
  • Integrado à mangueira;
  • Desenvolvido para alta pressão;
  • Próprio para pneus duplos;
  • Específico para agrícola ou OTR.

O equipamento precisa ser compatível com a pressão

Um calibrador de automóvel pode não possuir:

  • Faixa suficiente;
  • Conexão adequada;
  • Comprimento;
  • Resistência;
  • Precisão para aplicações pesadas.

Calibradores precisam ser verificados

Quedas, impactos e uso intenso podem alterar a leitura.

A oficina deve manter:

  • Equipamento de referência;
  • Rotina de conferência;
  • Identificação;
  • Proteção contra quedas;
  • Substituição quando necessário.

Uma leitura errada pode provocar pressão inadequada em toda a frota.

Medidor de profundidade

O medidor de profundidade permite acompanhar o desgaste da banda.

Ele ajuda a:

  • Planejar substituições;
  • Comparar posições;
  • Identificar desgaste irregular;
  • Calcular desempenho;
  • Avaliar momento de rodízio;
  • Registrar custo por quilômetro.

A medição precisa ser realizada em vários pontos, pois o pneu pode apresentar diferenças entre:

  • Centro;
  • Ombro interno;
  • Ombro externo;
  • Circunferência.

A profundidade não deve ser o único critério de retirada.

Também devem ser observados:

  • Cortes;
  • Exposição de componentes;
  • Bolhas;
  • Separações;
  • Talões;
  • Idade;
  • Limites legais e técnicos.

Desforcímetro, chave e torquímetro

O desforcímetro multiplica a força aplicada e auxilia na remoção de porcas apertadas.

É utilizado principalmente em:

  • Caminhões;
  • Ônibus;
  • Carretas;
  • Máquinas;
  • Rodas pesadas.

A Fama Pneus possui atualmente um desforcímetro Elevi com relação 1:68 e soquetes de 32 e 33 mm entre os artigos de borracharia.

Desforcímetro não substitui torquímetro

O desforcímetro ajuda a soltar.

O torquímetro ajuda a aplicar o torque especificado durante a instalação.

Apertar as porcas apenas “até ficar forte” pode provocar:

  • Roscas danificadas;
  • Prisioneiros alongados;
  • Roda deformada;
  • Fixação irregular;
  • Dificuldade na remoção;
  • Afrouxamento;
  • Falhas.

O torque precisa acompanhar:

  • Veículo;
  • Roda;
  • Porca;
  • Prisioneiro;
  • Procedimento da montadora.

Aperto em sequência

Em rodas com várias porcas, o aperto costuma seguir uma sequência cruzada definida pelo fabricante, ajudando a assentar a roda de forma uniforme.

A sequência e o valor exatos precisam ser consultados para o veículo.

Macacos e equipamentos de apoio

O macaco é utilizado para elevar o veículo ou equipamento.

Pode ser:

  • Jacaré;
  • Garrafa;
  • Pneumático;
  • Hidráulico;
  • Mecânico;
  • Específico para máquinas.

A Fama Pneus possui atualmente um macaco jacaré Elevi de duas toneladas na categoria de artigos de borracharia.

Capacidade precisa superar a carga aplicada

Não escolha apenas pelo peso total do veículo.

É necessário avaliar:

  • Ponto de elevação;
  • Peso no eixo;
  • Distribuição;
  • Inclinação;
  • Altura;
  • Curso;
  • Base;
  • Estabilidade.

O macaco não deve ser o único apoio

Após a elevação, o veículo precisa ser sustentado com equipamentos apropriados e posicionados nos pontos definidos pelo fabricante.

Nunca trabalhe sob um veículo apoiado somente pelo sistema hidráulico do macaco.

Piso e calçamento

O serviço deve ser feito em:

  • Piso firme;
  • Área nivelada;
  • Local sinalizado;
  • Veículo imobilizado;
  • Rodas calçadas;
  • Distância segura do trânsito.

Gaiola de segurança e inflação remota

A inflação de pneus comerciais e rodas multiparte pode liberar grande quantidade de energia.

Componentes instalados incorretamente podem se separar violentamente.

A OSHA classifica a manutenção de rodas inteiriças e multiparte de veículos pesados como uma atividade perigosa e exige, em suas normas técnicas, treinamento, inspeção, equipamentos de contenção e permanência fora da trajetória dos componentes durante a inflação.

Embora essas referências sejam dos Estados Unidos e não substituam as normas brasileiras aplicáveis, elas demonstram os riscos técnicos envolvidos.

Para pneus de caminhões, ônibus, tratores e máquinas, a oficina deve possuir procedimentos compatíveis com:

  • Tipo de roda;
  • Pressão;
  • Peso do conjunto;
  • Componentes;
  • Equipamento de contenção;
  • Mangueira com conexão remota;
  • Treinamento;
  • Inspeção.

A compatibilidade entre pneu e roda precisa ser verificada antes da montagem, incluindo diâmetro do talão, largura e tipo dos componentes.

Ferramentas para TPMS

Veículos modernos podem utilizar sensores de pressão instalados:

  • Dentro da roda;
  • Integrados à válvula;
  • Presos por parafuso;
  • Em válvulas metálicas;
  • Em válvulas de borracha específicas.

A manutenção pode exigir:

  • Ferramenta de diagnóstico;
  • Programador;
  • Torquímetro de baixa escala;
  • Kit de serviço;
  • Núcleo compatível;
  • Vedação;
  • Porca;
  • Tampa correta.

Não reutilize componentes desgastados

A Schrader recomenda substituir os componentes de vedação e desgaste do conjunto da válvula TPMS sempre que o pneu for desmontado.

Cuidado durante a desmontagem

A posição do sensor precisa ser identificada antes de iniciar o serviço para evitar que o talão ou a ferramenta quebrem a válvula e o sensor.

Produtos que uma borracharia de automóveis deve manter

Uma oficina de passeio pode priorizar:

  • Válvulas TR414 e TR418;
  • Núcleos;
  • Tampas;
  • Kits TPMS;
  • Reparos para banda;
  • Cimentos compatíveis;
  • Lubrificante de montagem;
  • Calibradores;
  • Medidor de profundidade;
  • Ferramentas de desmontagem;
  • Chaves e torquímetros;
  • Macacos e cavaletes.

Também deve possuir acesso a:

  • Tabela de aplicação;
  • Procedimentos de reparação;
  • Dados de torque;
  • Informações de pressão;
  • Equipamentos para balanceamento e montagem, conforme os serviços prestados.

Produtos para borracharia de caminhões e ônibus

Uma oficina pesada pode precisar de:

  • Válvulas metálicas;
  • Extensões;
  • Núcleos de alta pressão;
  • Tampas metálicas;
  • Anéis de vedação;
  • Câmaras;
  • Protetores;
  • Materiais para reparos radiais;
  • Reparos para pneus de carga;
  • Calibradores de alta pressão;
  • Medidores para rodas duplas;
  • Desforcímetro;
  • Torquímetro;
  • Macacos de maior capacidade;
  • Cavaletes;
  • Gaiola de segurança;
  • Ferramentas para rodas multiparte;
  • Mangueira de inflação remota.

O estoque deve acompanhar as medidas mais atendidas, como:

  • 7.50-16;
  • 9.00-20;
  • 10.00-20;
  • 10.00R20;
  • 215/75R17.5;
  • 275/80R22.5;
  • 295/80R22.5.

Produtos para pneus agrícolas e OTR

Operações agrícolas e fora de estrada podem exigir:

  • Válvulas para ar e água;
  • Núcleos reforçados;
  • Câmaras de grande porte;
  • Protetores;
  • Anéis de vedação;
  • Mangueiras longas;
  • Calibradores adequados;
  • Equipamentos de elevação;
  • Ferramentas para rodas pesadas;
  • Materiais de reparação específicos;
  • Componentes para rodas multiparte;
  • Sistemas de contenção.

As válvulas e os materiais precisam acompanhar:

  • Pressão;
  • Lastro líquido;
  • Aplicação;
  • Construção radial ou diagonal;
  • Tipo de roda;
  • Severidade.

Para entender os componentes internos, consulte o guia completo de câmaras de ar e o guia de protetores de câmara.

Como montar um estoque para uma frota?

A frota não precisa necessariamente reproduzir toda a estrutura de uma borracharia.

O estoque interno deve acompanhar os serviços autorizados e o nível de treinamento da equipe.

Itens para inspeção preventiva

  • Calibrador;
  • Medidor de profundidade;
  • Lanterna;
  • Marcador;
  • Tampas;
  • Ferramenta para núcleo;
  • Solução detectora de vazamento;
  • Registro de inspeção.

Itens para substituições programadas

  • Válvulas aprovadas;
  • Extensões;
  • Núcleos;
  • Anéis de vedação;
  • Câmaras;
  • Protetores;
  • Tampas;
  • Lubrificante de montagem;
  • Componentes específicos da frota.

Itens para emergência

O kit pode incluir:

  • Calços;
  • Sinalização;
  • Macaco compatível;
  • Ferramentas;
  • Soquetes;
  • Luvas;
  • Iluminação;
  • Contato de assistência.

Não se recomenda que um motorista execute reparos complexos em acostamentos ou locais sem estrutura.

Em muitos casos, a ação mais segura é sinalizar o veículo e solicitar atendimento especializado.

Controle de estoque para oficinas

Produtos de borracharia precisam de rastreabilidade.

Registre:

  • Produto;
  • Marca;
  • Código;
  • Aplicação;
  • Lote;
  • Validade;
  • Data de abertura;
  • Quantidade;
  • Local de armazenamento;
  • Fornecedor;
  • Consumo médio.

Materiais químicos

Cimentos, colas e soluções precisam de atenção especial.

A oficina deve controlar:

  • Validade;
  • Tampa;
  • Contaminação;
  • Viscosidade;
  • Temperatura;
  • Ficha de segurança;
  • Data de abertura.

Produtos de borracha

Válvulas, reparos, anéis e câmaras devem ser protegidos contra:

  • Sol;
  • Calor;
  • Ozônio;
  • Óleo;
  • Combustível;
  • Umidade;
  • Deformação.

Estoque mínimo

O estoque mínimo pode ser calculado com base em:

  • Consumo mensal;
  • Prazo de reposição;
  • Veículos atendidos;
  • Criticidade;
  • Sazonalidade;
  • Custo de parada.

Como escolher um fornecedor?

Avalie:

  • Procedência;
  • Nota fiscal;
  • Marca;
  • Catálogo;
  • Aplicação;
  • Suporte;
  • Disponibilidade;
  • Prazo;
  • Armazenamento;
  • Informações técnicas.

Evite componentes sem:

  • Identificação;
  • Medida;
  • Código;
  • Embalagem;
  • Fabricante;
  • Aplicação conhecida.

Uma pequena diferença de preço em uma válvula ou anel pode ser insignificante diante do custo provocado por uma perda de pressão em viagem.

Checklist para oficinas e frotas

Antes de comprar artigos de borracharia, confirme:

  1. Quais veículos são atendidos?
  2. Quais medidas são mais comuns?
  3. Existem pneus radiais e diagonais?
  4. Existem conjuntos TT e TL?
  5. A oficina atende rodas multiparte?
  6. Existem pneus de caminhão?
  7. Existem pneus agrícolas ou OTR?
  8. Quais válvulas são utilizadas?
  9. Existem sistemas TPMS?
  10. Quais pressões são trabalhadas?
  11. Quais materiais de reparo são aprovados?
  12. A equipe possui treinamento?
  13. Os produtos têm validade?
  14. Existe controle de lote?
  15. Os químicos ficam fechados?
  16. As válvulas estão identificadas?
  17. Os anéis estão separados por código?
  18. O calibrador é verificado?
  19. Existe torquímetro?
  20. Existe equipamento de elevação compatível?
  21. Existem cavaletes?
  22. Existe gaiola de segurança quando necessária?
  23. Há mangueira de inflação remota?
  24. Os EPIs estão disponíveis?
  25. Existem procedimentos escritos?

Erros comuns na compra e utilização

Comprar válvulas somente pela aparência

Modelos semelhantes podem possuir diâmetros, pressões e aplicações diferentes.

Utilizar um cimento para qualquer reparo

Os materiais precisam pertencer a sistemas compatíveis.

Usar reparo externo sem desmontar o pneu

Danos internos podem permanecer escondidos.

Aplicar somente um remendo sobre a perfuração

O canal pode continuar permitindo entrada de umidade.

Reparar ombro ou lateral sem avaliação técnica

Essas regiões possuem flexão e esforços diferentes.

Reutilizar O-ring danificado

A vedação pode falhar mesmo quando o anel parece apenas achatado.

Utilizar lubrificante improvisado

Óleo e derivados de petróleo podem atacar a borracha.

Apertar rodas sem torquímetro

O aperto pode ficar excessivo ou irregular.

Utilizar desforcímetro no aperto final

A ferramenta não indica o torque aplicado.

Trabalhar sob veículo sustentado apenas pelo macaco

Uma falha hidráulica pode provocar a queda.

Inflar roda pesada sem contenção

Componentes podem se separar violentamente.

Manter cimento aberto

O produto pode contaminar ou perder propriedades.

Misturar materiais de marcas e sistemas diferentes

A ligação química e o processo podem não ser compatíveis.

Perguntas frequentes

1 - Quais são os principais artigos de borracharia?

Entre os principais estão válvulas, núcleos, tampas, extensões, anéis de vedação, reparos, manchões, cimentos, lubrificantes, calibradores, ferramentas, macacos e equipamentos de segurança.

2 - Qual válvula serve para automóvel?

Modelos como TR414 e TR418 são comuns em rodas de automóveis, mas o furo, a espessura da roda, a pressão e a aplicação precisam ser confirmados.

3 - Qual válvula serve para caminhão?

Caminhões podem utilizar diferentes válvulas metálicas ou reforçadas, como modelos da família TR573 e V3, conforme a roda.

4 - A válvula deve ser trocada junto com o pneu?

Ela deve ser inspecionada em toda desmontagem. Válvulas de borracha e componentes de serviço do TPMS normalmente são substituídos durante a troca.

5 - Para que serve o núcleo da válvula?

Ele abre durante a inflação e fecha para reter o ar.

6 - A tampa da válvula é necessária?

Sim. Ela protege o núcleo e pode atuar como vedação secundária quando possui elemento de vedação.

7 - Para que serve o O-ring?

Ele ajuda a vedar determinadas rodas multiparte sem câmara.

8 - O-ring e protetor são iguais?

Não. O O-ring participa da vedação; o protetor isola a câmara da roda.

9 - Qual é a diferença entre remendo e manchão?

O remendo pode atender pequenos danos ou câmaras conforme sua especificação. O manchão é desenvolvido para reparos estruturais específicos e precisa acompanhar a construção e o dano.

10 - Macarrão externo é um reparo definitivo?

A orientação técnica para pneus de passeio e comerciais leves exige desmontagem, inspeção interna, preenchimento do canal e vedação da superfície interna. Um material externo isolado não cumpre todo esse processo.

11 - Posso reparar um furo na lateral?

Danos na lateral não fazem parte da área de reparo convencional de perfurações de pneus de passeio e comerciais leves. Pneus comerciais e especiais exigem avaliação por profissional treinado.

12 - Cimento vulcanizante e cola comum são iguais?

Não. O cimento vulcanizante é desenvolvido para materiais e processos específicos de reparação.

13 - Posso usar óleo para montar pneus?

Não. Utilize somente lubrificante desenvolvido para montagem de pneus e compatível com a borracha.

14 - Desforcímetro serve para apertar roda?

Ele auxilia principalmente na remoção. O aperto final precisa seguir o torque especificado e ser conferido com torquímetro.

15 - Macaco de duas toneladas levanta qualquer automóvel?

A capacidade, o ponto de elevação, o peso no eixo, a altura e a estabilidade precisam ser avaliados. O valor nominal não autoriza qualquer aplicação.

16 - Por que o calibrador precisa ser verificado?

Uma leitura incorreta pode fazer vários pneus trabalharem com pressão inadequada.

18 - Toda oficina precisa de gaiola de segurança?

Oficinas que trabalham com determinados pneus pesados e rodas multiparte precisam de contenção e procedimentos compatíveis com os riscos da inflação.

O estoque correto reduz improvisações e paradas

Artigos de borracharia não devem ser escolhidos apenas pelo preço ou pela aparência.

A oficina precisa relacionar cada produto com:

  • Veículo;
  • Pneu;
  • Roda;
  • Pressão;
  • Construção;
  • Aplicação;
  • Procedimento;
  • Treinamento;
  • Segurança.

De forma resumida:

  • Válvulas: controlam a entrada e a retenção do ar;
  • Núcleos e tampas: completam a vedação;
  • Extensões: facilitam o acesso;
  • O-rings: vedam determinadas rodas multiparte;
  • Cimentos: participam da ligação química dos reparos;
  • Remendos e manchões: atendem danos dentro dos limites técnicos;
  • Calibradores: controlam a pressão;
  • Desforcímetro: auxilia na remoção de porcas;
  • Torquímetro: controla o aperto;
  • Macacos e cavaletes: permitem elevar e sustentar o veículo;
  • Gaiolas e mangueiras remotas: ajudam a controlar riscos na inflação de pneus pesados.

A categoria de artigos de borracharia da Fama Pneus possui atualmente 18 produtos, incluindo válvulas, extensões, anéis de vedação, cimentos vulcanizantes, cola para vulcanização, desforcímetro e macaco hidráulico. O estoque pode variar.

Consulte os artigos de borracharia disponíveis ou informe à nossa equipe:

  • Produto procurado;
  • Veículo ou equipamento;
  • Medida do pneu;
  • Tipo de roda;
  • Código do componente;
  • Quantidade;
  • Cidade.

A Fama Pneus atende oficinas, empresas e frotas com retirada em Salvador e entregas para diferentes regiões da Bahia.

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